sábado, 10 de dezembro de 2011

Por dentro...

É estranho. Me pego mais uma vez sentindo medo.A última vez que "esse medo" veio peguei o que estava próximo as mãos e segurei firme, olhei para o lado oposto e ignorei o quanto pude, para fingir que era isso o melhor a se fazer...fiz... e eternamente vou imaginar como seria ter vencido naquele momento, ou , ao menos lutado,mesmo sem certeza alguma de vitória... Não quero isso de novo. Quero perder se for preciso. Quero vencer se for possível...EU QUERO!

*Essa canção, que não faz muito o meu estilo,mas que mostra bem essa coisa toda que domina a gente as vezes é o que completa agora...

"..Estar assim, sentir assim
Turbilhão de sensações dentro de mim
Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço
Eu te cavalgo embaixo do cair
Da chuva eu reconheço
Estar assim, sentir assim
Turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço
Eu me derreto, eu evaporo
Eu caio em forma de chuva eu reconheço
Eu me transformo..."

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Relatos anais uma professora


Nesta terça-feira véspera de feriado, mais precisamente as 9:00 horas da manhã, quando exercia a profissão que me escolheu, professora, fui mandada por um indivíduo no auge dos seus experientes 10 anos de idade, com toda licença de todos vocês: “tomar no cú ”. Assim como uma coisa corriqueira, tomar café, tomar banho, fui eu mandada tomar no cú.
Aí pensei, teria ele confundido a minha profissão com outra iniciada pelo mesmo grupo consonantal / PR/, onde esse ato é de fato corriqueiro e remunerado? Ou teria eu sido escolhida pela profissão errada?
A questão é que  passei parte do feriado pensando em uma mãe histérica achando normal a situação e querendo que eu e todo corpo escolar admitíssemos que isso de fato é normal, afinal o menino não sabia o que estava fazendo, ou ele está acostumado a tratar todos assim, não sabia que o professor era diferente... e em mais esse episódio tragicômico que se transformou a educação lembrei-me  de um periódico escrito por um colega da faculdade cujo nome era “no cú”. “No cú” líamos e discutíamos de tudo um pouco, mas garanto que jamais imaginaríamos “no cú’ que a educação entraria e, sinceramente onde essa penetração arbitrária ia e irá nos levar...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Crônicas de Arnaldo Jabor

Crônica do Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor